A iniciativa fortalece a Atenção Primária à Saúde (APS), aproxima os serviços de saúde da população e contribui para a identificação das necessidades de cada território.
As visitas domiciliares permitem que os ACS conheçam a realidade das famílias, orientem os moradores sobre cuidados com a saúde e acompanhem situações que exigem atenção contínua. Entre as prioridades estão pessoas com hipertensão e diabetes, gestantes, crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade social.
As informações coletadas também ajudam as equipes a identificar riscos e planejar ações de acordo com as necessidades de cada comunidade.
Segundo Itamaria Franco, assessora técnica dos Agentes Comunitários de Saúde, o trabalho dos profissionais vai além das orientações realizadas nas residências.
Os agentes acompanham as condições de saúde dos moradores, verificam situações de risco social e levam informações às equipes da Atenção Primária, que definem as prioridades de atendimento conforme a realidade de cada área.
“As visitas domiciliares são uma atribuição essencial do agente. Além de acompanhar as condições de saúde das pessoas, como hipertensão, diabetes e gestação, os profissionais observam situações de vulnerabilidade social e possíveis riscos dentro do ambiente familiar. Esse trabalho permite conhecer melhor cada família e identificar quem precisa de uma atenção mais frequente”, ressaltou.
O planejamento das visitas considera os dados dos cadastros individuais e domiciliares, que reúnem informações importantes sobre o perfil da população. Nas reuniões das equipes de saúde, essas informações orientam a definição das prioridades e a periodicidade do acompanhamento. Embora as famílias com maiores necessidades recebam atenção mais frequente, todas devem ser contempladas pelas visitas regulares dos agentes.
“Quando o ACS identifica uma gestante sem acompanhamento pré-natal, uma criança em situação de desnutrição, uma pessoa idosa ou alguém com uma condição de saúde que exige cuidados contínuos, essas informações são discutidas com a equipe. A partir dessa análise, organizamos o planejamento e direcionamos a assistência para as situações que demandam maior atenção, conforme as necessidades identificadas no território”, explica a assessora técnica.
Além do acompanhamento direto dos moradores, os registros das visitas contribuem para a análise dos indicadores de saúde de Aracaju. As informações permitem reconhecer características de cada região, como a concentração de crianças e idosos, e identificar áreas que precisam de ações específicas de prevenção e controle de doenças, a exemplo da dengue, da zika e da chikungunya.
Itamaria reforça que os dados produzidos pelos agentes são fundamentais para orientar as estratégias da gestão municipal e qualificar as ações de saúde pública. “Essas informações ajudam a compreender a realidade de cada área de abrangência e a identificar onde precisamos atuar com mais intensidade. A partir dos dados coletados pelos agentes, conseguimos planejar ações direcionadas, estabelecer prioridades e buscar melhorias para a saúde da população de Aracaju”, enfatizou.
O aumento das visitas domiciliares reforça o papel dos Agentes Comunitários de Saúde na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na identificação precoce de situações de risco.
Com a presença dos profissionais nos territórios e o planejamento das ações a partir das necessidades de cada comunidade, a Prefeitura de Aracaju fortalece a Atenção Primária à Saúde e amplia o acesso da população a um cuidado humanizado, integral e próximo da realidade das famílias.