Samuel Carvalho deixou claro que, ao assumir a gestão, caso o processo não seja revogado, ele irá solicitar judicialmente o cancelamento da licitação, principalmente pelo valor do subsídio destinado ao município e por não atender às demandas por linhas. “Esse valor é impraticável. Destinar R$ 2 milhões e cem mil por mês é equivalente à construção de uma UBS. Além disso, o modelo não resolve as demandas de Socorro, não integra a cidade, não traz linhas para a indústria, para o comércio”, criticou.
Para Emília Corrêa, caso a Justiça não permita ajustes necessários no atual processo, que seria uma solução mais rápida e com menos prejuízo à população, a única medida será cancelar a licitação atual para dar início a uma nova, que atenda às reais necessidades dos quatro municípios, mantendo uma tarifa justa com um serviço de qualidade.
“Nosso objetivo aqui é analisar todas as medidas possíveis. Iremos assumir as gestões no dia 1º de janeiro com essa grande responsabilidade que é a oferta de um transporte coletivo eficiente. Vamos ouvir e conhecer a realidade de cada município para contemplar todas as necessidades, e o nosso prazo é bem curto”, frisou a prefeita eleita de Aracaju.
Ficou definida a criação de uma comissão técnica, formada por representantes dos quatro municípios, para discutir o andamento do consórcio e da licitação, com acompanhamento contínuo do processo judicial. Por sugestão do prefeito eleito de São Cristóvão, serão indicados um técnico na área de trânsito e um assessor jurídico. “Não queremos partidarizar absolutamente nada. O que queremos resolver é o problema do transporte de Aracaju e, logicamente, do consórcio, dentro da absoluta legalidade”, completou Emília Corrêa.