“Eu não quero ser senador pela pompa do cargo de senador, não quero andar no tapete azul do Congresso Nacional apenas. Eu quero ser senador para ajudar o povo de Sergipe. Eu quero ser o senador do povo sergipano, para trazer obras, recursos, para estar no dia a dia e para poder trabalhar para a gente encontrar soluções para o Brasil, para o Estado de Sergipe e para os municípios brasileiros e sergipanos”, afirmou, durante entrevista para o radialista Luiz Carlos Focca, na Metropolitana FM.
Segundo Edvaldo, sua experiência à frente da Prefeitura de Aracaju e na presidência da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos o credencia a defender uma mudança na relação entre União, Estados e Municípios. Ele sustenta que é preciso fortalecer as cidades, onde efetivamente estão os serviços públicos e onde a população enfrenta os problemas do cotidiano.
Na entrevista, Edvaldo também defendeu uma mudança no pacto federativo, com maior transferência de recursos diretamente para os municípios e menos burocracia para a execução de projetos. Para ele, prefeitos não podem continuar dependendo exclusivamente de articulações políticas para conseguir recursos para obras e serviços.
“Hoje, os prefeitos vivem atrás de deputado, de senador, para poder pegar uma emenda. Grande parte do recurso fica concentrado no Governo Federal; a segunda parte, nos governos estaduais; e por último, nos municípios. Eu conheço essa realidade”, disse.
Coerência política
Ao comentar sua trajetória e as críticas de que não faria política, Edvaldo afirmou que possui uma concepção diferente sobre o exercício da atividade política. Para ele, política deve estar associada a compromisso, ética e capacidade de entregar aquilo que foi prometido à população.
“Eu prefiro ser assim. Porque, para mim, política é isso: é seriedade, é ética e compromisso. Política é resolver o problema das pessoas. Isso é que é política”, afirmou.
Experiência para transformar Sergipe
Na entrevista, Edvaldo apresentou ainda propostas para o desenvolvimento de Sergipe, com atenção especial ao novo ciclo de investimentos em petróleo e gás, à formação profissional, à segurança pública, à regionalização da saúde, ao turismo e à infraestrutura.
Ele defendeu que o Estado se prepare desde já para que os novos investimentos gerem empregos qualificados para os sergipanos e deixem um legado permanente de desenvolvimento. “Nós temos que botar emprego bom para o povo. Então o meu mandato no Senado vai ser para discutir projetos de desenvolvimento para o Estado de Sergipe”, afirmou.
Foto: Ana Lícia Menezes