“Sempre pronta a ajudar nosso projeto de grupo, mas hoje o foco é Brasília”, afirma
Deputada federal eleita, a vice-prefeita de Aracaju, a delegada Katarina Feitosa (PSD), ao ser provocada pelo Universo, ressalvando estar focada no mandato, não descartou aceitar um possível convite do governador eleito Fábio Mitidieri (PSD) para assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública. “Eu sou uma pessoa de grupo, então, onde precisarem de mim, eu estarei. Mas no momento estou dedicada ao mandato que os sergipanos confiaram a mim”, respondeu Katarina, explicando que está preparando o mandato. “Como eu costumo dizer, o futuro a Deus pertence. Estou sempre pronta a ajudar nosso projeto de grupo, mas hoje o foco é Brasília.”
O já foi possível fazer na preparação do seu mandato de deputada federal, nesta viagem que a senhora fez a Brasília, na semana passada?
Foi uma viagem bastante produtiva, pois me reuni com representantes do meu partido, inclusive o presidente da executiva nacional, Gilberto Kassab; representantes de entidades importantes, como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), e também com outros parlamentares, tendo sido recebida pelo deputado Arthur Lyra, na residência oficial da Presidência da Casa. Dessa forma, além de me inteirar sobre a rotina na Câmara, pude debater assuntos importantes para a nosso Estado. Tudo isso certamente impactará de forma muito positiva nesse início de condução do meu mandato.
O governador eleito, Fábio Mitidieri, também estava em Brasília com a senhora. Já foi possível discutir algo sobre o trabalho a ser realizado em prol de Sergipe?
Com certeza. Sempre que estamos reunidos, não tem como não falar a respeito disso, pois é o nosso objetivo comum. Tanto eu quanto Fábio, assim como outros integrantes do nosso grupo, querem fazer Sergipe avançar, seja na geração de emprego, no empreendedorismo, no social, etc. E entendemos que o melhor caminho para que isso seja possível é o entrosamento entre aqueles que representam o Estado, no Executivo e no Legislativo. Por isso, não temos dúvidas de que caminharemos juntos para o melhor por Sergipe.
Quais os próximos passos, até assumir o mandato, em fevereiro de 2023?
Têm os procedimentos que compõem o calendário eleitoral, como a diplomação, e tem a preparação pessoal em si, que é o que tenho buscado desde que lancei minha candidatura. Com o resultado da eleição, isso só se intensificou. Então, serão dois meses de muita preparação, reuniões e encontros para que, em fevereiro, ao assumir o mandato, o trabalho comece de fato.
Quais serão as prioridades, neste primeiro ano, na Câmara Federal?
Acredito que todos os novos parlamentares entendem a importância do momento político que vivemos, com a necessidade de focar em projetos que alavanquem o país não apenas na economia, mas também no desenvolvimento social. Para além disso, tenho as bandeiras que sempre defendi, que são a segurança pública e o empoderamento feminino – que passa por muitos vieses, desde a independência financeira até o combate à violência.
Como espera que seja a sua relação com o governo Lula?
Eu espero que seja uma relação de respeito e, sobretudo, focada no melhor para Sergipe. Nosso grupo não apoiou nenhum candidato à Presidência diretamente, exatamente por entender que, independentemente de quem fosse eleito, o projeto de fazer Sergipe avançar seria a prioridade. Manterei esse entendimento com o presidente, apresentando ou votando propostas importantes não apenas para Sergipe, mas também para o Brasil.
Quais são os principais desafios da bancada de Sergipe para ajudar o Estado ?
Saímos desta eleição com uma bancada diversa e comprometida, que sabe que Sergipe precisa avançar na geração de emprego, na captação de recursos e de investimentos. Precisamos de projetos que impulsionem os municípios, que é quem de fato disponibiliza a maioria dos serviços à população; além de buscarmos formas de fomentar nossa indústria naqueles que são nossos pontos fortes.
Em sendo convidada pelo governador, a senhora se afastaria da Câmara Federal para assumir a Secretária de Segurança Pública?
Eu sou uma pessoa de grupo, então onde precisarem de mim eu estarei. Mas no momento estou dedicada ao mandato que os sergipanos confiaram a mim. Estive em Brasília, na semana passada, inclusive acompanhada do deputado Fábio Mitidieri, nosso governador eleito, que me apresentou a dinâmica da Câmara. Então, estou me preparando cada vez mais para esse mandato, que é o que temos no momento. Como eu costumo dizer, o futuro a Deus pertence. Estou sempre pronta a ajudar nosso projeto de grupo, mas hoje o foco é Brasília.
Qual o balanço do seu trabalho como vice-prefeita de Aracaju? Está dentro da sua expectativa?
Está muito dentro de minha expectativa. Pude fazer muito junto ao prefeito Edvaldo Nogueira, participando de iniciativas que eu acredito serem fundamentais para os aracajuanos e aracajuanas, como o Projeto Florir, que visa combater a pobreza menstrual; a criação e implementação do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher; o programa Criança Feliz, do qual sou madrinha, etc. Fui muito realizada enquanto vice-prefeita de Aracaju e, assim como os anos de atuação como delegada, essa função também me talhou para chegar a Brasília preparada para um mandato bastante propositivo.
Especula-se que, em 2024, a disputa pela Prefeitura de Aracaju pode reunir mais candidatas que candidatos – e entre os nomes estará Katarina Feitoza. A senhora acredita que a eleição terá mesmo este tom? Particularmente, cogita entrar na disputa?
Como eu disse, no momento meu projeto é assumir o mandato de deputada federal e fazer o melhor que eu puder, contribuindo para o desenvolvimento de Sergipe. Meu planejamento é para esses quatro anos. Politicamente, minha meta hoje é fazer um bom mandato para o povo sergipano, trazendo Brasília para Sergipe, como me comprometi a fazer, através de recursos, investimentos. Mas estou sempre aberta a diálogos e discussões, claro.
Como avalia as manifestações por conta do resultado das eleições?
Eu sou uma pessoa que acredita na democracia, e numa democracia é assim que funciona: a maioria escolhe. As pessoas exerceram seu direito e escolheram o que julgaram ser melhor para o país. Não podemos esquecer que vivemos sob o Estado Democrático de Direito. Qualquer ato que vá contra isso fere a nossa legislação e o modo republicano ao qual estamos submetidos. As eleições são legítimas e servem exatamente para que possamos escolher democraticamente. Agora, é seguir em frente, acreditando que dias melhores virão para Sergipe e para o Brasil.
Modificado em 15/11/2022 19:55