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O pastor e a acusação de assédio

Por Joedson Telles 

“… Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” – 1 Timóteo 1: 15 (NVI). 

Volto sempre ao texto do apóstolo Paulo (1 Timóteo 1: 15), quando esbarro em pessoas criticando, julgando e condenado pessoas – às vezes com cólera e sem oferecerem a chance de defesa.

Um suposto caso de assédio envolvendo um pastor muito conhecido no meio reformado, aqui no Brasil, e uma funcionária da igreja que ele pastoreia ganhou as redes sociais, e, lamentavelmente, alimentou o pecado.

Emergiram pessoas se achando “juízes” sem toga e não apenas condenaram o pastor, atropelando a presunção de inocência, mas também colocaram em xeque outros pregadores, igrejas e até mesmo o Cristianismo. Oportunistas não perdem tempo.

Seja o crítico um ímpio ou um crente precisando de avivamento, o desconhecimento da Palavra de Deus e, consequentemente, da Sua vontade, gritam. Pior que isso só a hipótese de o conhecimento bíblico existir, mas ser asfixiado pela transgressão de atirar a primeira pedra; o chamado pecado consciente.

Quanto mais nos aproximamos de Deus mais percebemos o quanto somos pecadores e dependemos da graça e da misericórdia do Criador (Romanos 3: 23).

Precisamos do agir do Espírito Santo nessa difícil jornada de buscar a santidade, tendo a natureza adâmica que nos inclina para o pecado. Logo, é, no mínimo, incoerência apontar o argueiro no olho alheio (Mateus 7: 3-5).

Se o apóstolo Paulo, que perseguiu a igreja, antes de ter um encontro com Jesus Cristo (Atos 9), se considera o pior dos pecadores (ele diz “eu sou”, e não eu fui), qualquer crente verdadeiro segue a mesma linha de raciocínio, e se enxerga como “o segundo pior”, digamos. Não perde tempo pecando em uma rede social, mas usa a ferramenta de comunicação para evangelizar. Falar do amor de Cristo, que excede todo entendimento (Efésios 3: 19)…

… Em tempo, registo que, em casos idênticos, a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário, quando provocados, adotam as medidas cabíveis. Nas redes sociais, comenta-se, entretanto, que houve um acordo: a igreja pagou uma indenização e foi ressarcida pelo pastor.

P.S. O pastor, se cometeu, de fato, o pecado, certamente, já se arrependeu e pediu perdão a vítima e, sobretudo, a Deus. Em vez de críticas, recebe orações feitas por todo cristão que entende que Deus é amor. É assim a vida do cristão; sempre na graça: tropeça, beija o solo, mas é erguido. E os críticos online? Será que também se acertaram com Deus? 

 

 

Modificado em 13/09/2026 06:02

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