O debate entre os dois candidatos a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, não revelou praticamente nada de que o eleitor mais informado não tivesse o prévio conhecimento.
Vimos poucas propostas, muita agressão verbal e desperdício do tempo que poderia ter sido utilizado para apresentar intenções de responder, na prática, às demandas do brasileiro.
Não houve nada muito diferente do que Lula e Flávio já haviam externado em entrevistas, no programa eleitoral ou mesmo nas redes sociais. Não creio que a decisão do eleitorado passe pelo debate da Band.
Contudo, penso que Lula não foi perfeito, mas esteve mais próximo daquilo que espera o eleitor que discerne a situação do Brasil, e o compromisso que um presidente da República precisa ter.
Partiu de Lula também, talvez, a melhor ideia de serviço prestado ao país: a transparência das contas bancárias e dos dados telefônicos dos dois candidatos. Lula fez o desafio, e Flávio pode topar e sepultar ou não as suspeitas levantadas por Lula sobre sua honestidade. Obviamente, Lula também poderia fazer o mesmo diante das setas de Flávio contra ele.
Não acredito que teremos o desfecho esperado pelo eleitorado. Mas, como partiu dele a ideia, o candidato Lula deveria dar o bom exemplo, independentemente de Flávio topar ou não o desafio.
Com um Lula exposto e um Flávio protegido pelo sigilo bancário e telefônico, o desgaste seria todo de Flávio, que passaria ao eleitor a ideia de temer a transparência. Dados ofuscados por políticos sempre alimentam a desconfiança no eleitor.
Modificado em 19/10/2026 09:20