Durante o discurso, a parlamentar fez questão de afirmar que o problema não é a raça do animal, mas a negligência dos tutores. “Não estamos aqui para demonizar nenhuma raça. O pitbull não é o vilão. O que está em questão, e precisa ser enfrentado com seriedade, é a irresponsabilidade na criação desses animais”, declarou.
Kitty Lima também destacou que, apesar da legislação exigir o uso de focinheira em cães de determinadas raças, o foco deve estar na guarda responsável e não em criminalizações generalizadas. Ela questionou a ausência de controle sobre o animal agressor e cobrou informações sobre o cavalo envolvido no ataque. “Quem era o responsável por esse cão? Onde ele estava? Por que o animal circulava solto, sem coleira, sem guia? E quanto ao cavalo: quem o explorava? Foi socorrido? Está recebendo cuidados?”, questionou.
Um ponto grave apontado pela deputada é a informação, ainda não confirmada oficialmente, de que o cão teria sido executado após o ataque. Se isso for comprovado, trata-se de mais um caso de maus-tratos, passível de punição. “Nada justifica a execução de um animal. É dever do poder público intervir, conter e cuidar — nunca matar”, afirmou.
A deputada voltou a cobrar a criação de políticas públicas estruturadas em nível estadual e municipal. Para Kitty, o caso de Pirambu é mais uma evidência da urgência de ações como castração, campanhas de guarda responsável, combate ao abandono e acolhimento digno. Ela defendeu ainda a adesão de Sergipe ao programa federal Sinpatinhas, voltado à proteção de cães e gatos em todo o país.
Por fim, Kitty Lima reforçou seu compromisso histórico com a causa animal. “Seguirei denunciando, cobrando e atuando para que nem o cavalo, nem o pitbull tenham sofrido à toa. E para que nunca mais a omissão e a irresponsabilidade gerem cenas como as que vimos ontem.”