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Katarina debate renegociação de dívidas de produtores rurais com Banco do Brasil em Sergipe

A deputada federal Delegada Katarina esteve, nesta segunda-feira (17), na Superintendência do Banco do Brasil, em Sergipe, para dar continuidade às discussões sobre a Medida Provisória nº 1.376/2026, que estabelece regras para a renegociação de dívidas de produtores rurais, entre 2019 e 2025, afetados por quebras de safra e eventos climáticos.

Durante a reunião, foram discutidos os impactos das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, entre eles o aumento dos custos de produção, a redução de recursos do Plano Safra e os riscos provocados por eventos climáticos. A proposta é buscar alternativas para produtores que enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros.

A superintendente do Banco do Brasil em Sergipe, Kalamed Losque, destacou que a instituição possui uma estrutura nacional dedicada ao agronegócio e reafirmou o compromisso com os produtores rurais. Segundo ela, o banco já acompanha os clientes potencialmente atingidos pela medida e vem realizando uma análise individualizada dos casos.

“O agro é nossa expertise. Ratifico o nosso compromisso com o produtor rural”, afirmou a superintendente, ressaltando que as condições de renegociação podem envolver mudanças nos prazos, saldos a repactuar, períodos de carência e taxas de juros. Ela explicou ainda que a elegibilidade à MP depende de fatores como laudos e características específicas de cada lavoura.

O Banco do Brasil possui 39 agências em Sergipe e, segundo Kalamed, a instituição vem acompanhando de forma antecipada os produtores que podem ser alcançados pelas novas regras. Parte desse público já teria sido contatada e informada sobre a possibilidade de renegociação.

Para Katarina, a discussão tem caráter propositivo e está diretamente relacionada à defesa da geração de emprego e renda no estado.

“Não é um tema político, não interessa fazer política com isso. É uma pauta propositiva e importante para mim, que está no meu radar por priorizar a geração de emprego e renda. Garantir a produção e o alimento na mesa das nossas famílias é fundamental”, afirmou.

A deputada também defendeu a ampliação do diálogo diretamente com os produtores rurais para identificar situações que eventualmente não estejam contempladas pela MP. “Esse debate traz propostas e caminhos para o problema que tem afetado nossos produtores. Agora, vamos ampliar esse diálogo direto com eles e continuar buscando alternativas”, acrescentou.

Durante o encontro, o advogado Martinho Bravo, que é produtor rural, chamou a atenção para os impactos que uma eventual retração da produção agrícola pode provocar na economia do interior sergipano, especialmente na região do Sealba, área formada por Sergipe, Alagoas e Bahia e que tem forte produção de grãos.

Segundo ele, é necessário encontrar mecanismos que contemplem também produtores que eventualmente não sejam enquadrados nos critérios da medida provisória. Nesses casos, uma das alternativas apontadas é a utilização das regras previstas no Manual de Crédito Rural (MCR).

Martinho destacou ainda a importância da manutenção da atividade agrícola para evitar o agravamento da concentração fundiária e a perda de renda no campo. “O que está sendo resolvido aqui é o impacto na vida das pessoas, com risco para a volta da pobreza”, afirmou.

A reunião contou ainda com a participação de Mariano Góis e Cândido Dortas, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A agenda faz parte da mobilização do mandato de Katarina para acompanhar a implementação da MP e buscar alternativas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência das perdas agrícolas e dos eventos climáticos registrados nos últimos anos.

Texto e foto enviados pela Assessoria de Imprensa/Foto: Jessica Silva

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