“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas” – Marcos 6:34 (NAA).
Jesus tentou se afastar das pessoas para dar descanso aos apóstolos, que estavam exaustos com o trabalho realizado no seu ministério (V. 31). Porém, eles foram seguidos pela multidão que almejava um milagre do Messias. Sensibilizado, o bom pastor adiou o descanso.
A comparação com ovelhas abandonadas, sem o zelo de um pastor, é precisa; uma vez que a multidão não estava, até então, sendo assistida.
No livro do profeta Ezequiel, a narrativa de Deus sobre ovelhas sem pastor atesta como a análise de Jesus é acurada.
“… Vocês não fortaleceram as fracas, não curaram as doentes, não enfaixaram as quebradas, não trouxeram de volta as desgarradas e não buscaram as perdidas, mas dominam sobre elas com força e tirania. Assim, elas se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todos os animais selvagens” (Ezequiel 34:4,5).
Jesus percebe a semelhança com a situação vivida pela multidão, e não se furta pastorear. “… Jesus lhes falava a respeito do Reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura” (Lucas 9:11). Aliás, foi para isso que o Salvador encarnou.
Não sem sentido, Jesus primeiro fala do Reino de Deus, e só depois cura. Ele curou – e cura – qualquer enfermidade física ou moral. Ele está preocupado com nossas dores. Todavia, o nosso Senhor enfatiza nas entrelinhas que a maior necessidade da multidão (ainda hoje) é de cura espiritual.
Modificado em 09/11/2025 07:33