A médica infectologista da rede municipal, Mariela Cometki Assis, destaca que as baixas temperaturas favorecem a circulação de vírus como Influenza, Adenovírus, Rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). “Com o frio, as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a disseminação dos vírus. As crianças, por terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e vias respiratórias mais estreitas, acabam mais suscetíveis a agravamentos”, explica.
Para reduzir os riscos de transmissão e evitar a sobrecarga nos serviços de saúde, a SMS está reforçando a campanha de vacinação contra a gripe. Até o momento, já foram aplicadas mais de 43 mil doses da vacina contra a Influenza em Aracaju, sendo 7.473 destinadas a bebês e crianças. Esse número representa 35,38% de cobertura vacinal entre o público infantil.
A médica reforça, ainda, que a vacinação deve ocorrer antes da chegada do período mais crítico. “A produção de anticorpos leva de 30 a 40 dias após a aplicação da vacina. Por isso, é essencial que a população busque os pontos de vacinação com antecedência”, orienta.
Além da vacinação, a SMS também está promovendo capacitações com profissionais da Atenção Primária e ações educativas voltadas à população. As orientações incluem cuidados como higienização frequente das mãos, boa ventilação dos ambientes e o reconhecimento precoce de sinais de alerta.
A infectologista chama a atenção para o impacto das temperaturas baixas na saúde respiratória das crianças. “O frio inflama a mucosa nasal, o que aumenta a coriza e torna o organismo mais vulnerável à entrada de vírus e bactérias. Durante o período de festas juninas, a exposição à fumaça de fogueiras pode agravar ainda mais esse quadro”, alerta. Outro ponto em destaque é a importância de manter o cartão de vacinação das crianças em dia. “Infelizmente, ainda há um número significativo de crianças com esquema vacinal incompleto. Com prevenção, atenção aos sintomas e acompanhamento médico, é possível passar por esse período com mais segurança e saúde para toda a família”, endossou.
Para a especialista, é fundamental procurar atendimento médico ao apresentar sintomas respiratórios. No entanto, ela destaca que os serviços de urgência e emergência são destinados prioritariamente a casos com sinais de gravidade. “Como falta de ar, respiração com esforço visível (movimento das “asinhas” do nariz), coloração arroxeada nas extremidades, tosse intensa que compromete a respiração e febre persistente que não cede com o uso de antitérmicos. Esses são sinais de alerta e precisam de avaliação imediata”, pontua Mariela Cometki.
Já crianças e pessoas com sintomas leves devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde poderão receber orientações e tratamento adequados, evitando a evolução para quadros mais graves.
Por Ascom/SMS