Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções que viabiliza a comercialização do gás natural a ser produzido pelo Projeto Sergipe Águas Profundas, reforçando o potencial do estado como polo estratégico no cenário energético nacional. Com início de produção previsto para 2030, o projeto tem caráter transformador para a economia sergipana, com impacto estimado de até R$ 37,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e geração de cerca de 200 mil empregos ao longo de sua implantação e operação.
O governador Fábio Mitidieri destacou que o encontro foi muito produtivo. Além das tratativas sobre o Seap, foram discutidas questões sobre geopolítica energética, descomissionamento de plataformas e capacitação de mão de obra local. “A vinda da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, demonstra o compromisso da estatal em nos oferecer uma excelente oportunidade. Firmamos o protocolo de intenções para a comercialização do gás a ser produzido pelo Seap, projeto que será fundamental para impulsionar a economia e o desenvolvimento não só de Sergipe, mas do Brasil”, destacou.
Discussões estratégicas
Entre os pontos estratégicos para o Seap foram discutidas a contratação das unidades flutuantes de produção (FPSOs), armazenamento e transferência de petróleo, que está em fase final; e o contexto internacional da guerra do Irã como fator estratégico do Seap para o Brasil e o sentido de urgência para a implantação do projeto.
Ainda durante o encontro, o governador Fábio Mitidieri reforçou pautas estratégicas para Sergipe, com destaque para a relevância da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) na cadeia de fertilizantes, um dos pilares da economia estadual. Também foram discutidas a autorização para elaboração do plano diretor do Terminal Marítimo Inácio Barbosa, a inclusão do estado no programa Autonomia e Renda da Petrobras, a realização de leilão de gás natural para implantação de uma planta de liquefação de grande porte e a criação de um corredor verde para o transporte de cargas.
“Essas pautas foram importantes, porque o governador deixou claro que tem certeza de que no futuro, por meio do Seap, Sergipe produzirá de 15% a 20% do gás natural do país”, disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa.
Sobre o Seap
O projeto Sergipe Águas Profundas da Petrobras representa a exploração de uma nova fronteira de petróleo e gás natural para o país. O Seap terá a capacidade de disponibilizar ao mercado aproximadamente 240 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões m³/dia de gás quando duas plataformas estiverem em operação. Além disso, o Seap contará com um gasoduto de escoamento.
Situado na Bacia Sergipe-Alagoas, o projeto é dividido em Seap 1, que integra as jazidas pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 (100% Petrobras) e BM-SEAL-11 (60% Petrobras e 40% IBV Brasil Petróleo LTDA) e o Seap 2, que prevê contratação de unidade firme, abrange jazidas pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. As reservas se localizam nas concessões BM-SEAL-4 (75% Petrobras e 25% ONGC Campos Limitada), BM-SEAL-4A (100% Petrobras) e BM-SEAL-10 (100% Petrobras).
Após sucessivos adiamentos, a licitação das duas plataformas do tipo FPSO foi concluída em um novo modelo contratual. Mantido no Plano Estratégico 2026–2030 da Petrobras, o projeto tem início de produção previsto para 2030, reforçando o potencial de Sergipe no cenário energético nacional.
Foto: César de Oliveira