O Consórcio é responsável por gerir o transporte da Grande Aracaju e conta com a participação de representantes dos municípios e do Governo do Estado que, em comum acordo, votam para decidir o futuro da mobilidade urbana da região. Atualmente, a prefeita de Aracaju é a presidente do consórcio. Na última reunião do CTM, realizada no dia 12, os representantes das prefeituras divergiram quanto à licitação do transporte coletivo.
Para o deputado, causa estranheza a mudança de posicionamento da Barra dos Coqueiros e de Nossa Senhora do Socorro que, inicialmente, não concordavam com a assinatura, já que, segundo o Ministério Público e o Tribunal de Contas, a licitação apresenta indícios de vícios no procedimento licitatório, como irregularidades formais, ausência de motivação adequada, desvio de finalidade, além de indícios de direcionamento e superfaturamento. Em dezembro de 2025, os municípios concordaram em não recorrer da decisão que anulou a licitação. Agora, seis meses depois, eles defendem que Aracaju faça essa autorização.O município de São Cristóvão, mesmo com as denúncias dos órgãos de controle, manteve o entendimento de assinar o contrato licitatório.
Na licitação de 2024, está previsto um aumento da tarifa de ônibus para mais de R$ 9, sem o aporte dos subsídios dos municípios, e para o usuário final o valor ficará em R$ 5. Atualmente, apenas Aracaju paga subsídios ao transporte coletivo. Na oportunidade, Georgeo questionou se esse aumento é justo para a população, que será a mais penalizada, além de pedir cautela na decisão, já que existem recursos pendentes e falta uma decisão do Judiciário.
O parlamentar destacou o valor investido pela Prefeitura de Aracaju em subsídios, que custa anualmente cerca de R$ 70 milhões, e que está trabalhando para modernizar a frota com veículos elétricos e com ar-condicionado, proporcionando melhores condições para os trabalhadores que utilizam o transporte coletivo.
Um dos questionamentos do parlamentar foi quanto ao posicionamento do governador de Sergipe, já que o período eleitoral está próximo e a mudança partiu de seus aliados.
“Desde a gestão anterior, luta-se para que haja a tão necessária licitação para o transporte público. Nós sabemos que um dos gargalos era justamente o transporte público. Depois de quase seis meses, Socorro e Barra dos Coqueiros dizem que é para assinar o contrato. Ou seja, o que aconteceu para que os prefeitos dessas duas cidades mudassem de opinião? Teve alguma determinação do governador Fábio Mitidieri para que os prefeitos mudassem de opinião?”, perguntou ele.
Por assessoria/Foto: Jadilson Simões/ Agência Alese de Notícias