A exibição de uma reportagem no Fantástico neste domingo (1º) trouxe à tona relatos de pessoas que convivem com a Síndrome de Tourette, destacando a complexidade do transtorno e os desafios enfrentados no dia a dia. A matéria mostrou que a condição vai muito além dos estigmas, envolvendo tiques motores e vocais involuntários, muitas vezes acompanhados de sofrimento social e falta de compreensão.
A reportagem mencionou o Projeto de Lei 1.376/2025, de autoria da deputada federal Delegada Katarina (PSD/SE), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette. A proposta já avançou na Câmara dos Deputados e, atualmente, encontra-se em análise no Senado Federal.
O projeto tem como objetivo garantir acesso ao diagnóstico precoce, tratamento adequado, acompanhamento multidisciplinar e ações de conscientização para combater o preconceito e promover a inclusão social.
“Felicidade enorme ver o Fantástico abordar um tema tão importante e que precisa ser mais conhecido. A informação é o primeiro passo para combater o preconceito. Muitas pessoas ainda não compreendem a Síndrome de Tourette e acabam julgando ou discriminando quem convive com o transtorno. Nosso projeto vem justamente para garantir dignidade, respeito e acesso a direitos básicos”, afirmou a deputada.
A parlamentar também destaca que a iniciativa busca dar visibilidade a uma condição que atinge cerca de 1% da população, e que ainda é pouco debatida no país, apesar de impactar significativamente a qualidade de vida de milhares de brasileiros. “Precisamos assegurar que essas pessoas tenham acesso a tratamento, educação inclusiva e oportunidades, sem serem rotuladas ou excluídas”, reforçou.
Segundo a proposta, a pessoa com Síndrome de Tourette deverá ser considerada pessoa com deficiência quando os sintomas comprometerem significativamente sua funcionalidade e participação social, conforme avaliação biopsicossocial.
Além de promover a atenção integral às necessidades de saúde, o projeto também prevê ações educativas e de conscientização e incentiva a pesquisa científica sobre a condição, com o objetivo de ampliar o conhecimento e a eficácia dos tratamentos disponíveis.