A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, participou do encontro com cerca de 450 pessoas, entre gestores, coordenadores, supervisores, visitadores, técnicos e especialistas, com representação dos 75 municípios de Sergipe.
A programação deu atenção especial ao trabalho desenvolvido pelas equipes nos territórios. São esses profissionais que mantêm contato direto com as famílias, identificam situações de vulnerabilidade, acompanham o desenvolvimento das crianças e articulam o acesso à rede de serviços.
“O seminário é também sobre isso: parar, trocar experiências, aprender e pensar juntos nos próximos passos. Fortalecer quem está na ponta é fortalecer o cuidado que chega às crianças e às famílias em cada município sergipano”, afirmou Érica.
Os debates abordaram desenvolvimento infantil, fortalecimento dos vínculos familiares, participação das crianças, paternidade ativa, importância do brincar e planejamento das políticas municipais.
Outro eixo foi a necessidade de integrar diferentes áreas. Para Érica, os primeiros anos de vida exigem respostas que não podem ficar restritas a uma única política pública.
“A primeira infância é uma pauta transversal, que precisa unir diferentes áreas e instituições”, destacou.
As diferenças entre os territórios também estiveram presentes nas discussões. Municípios rurais, comunidades tradicionais, regiões urbanas e localidades de portes distintos apresentam necessidades próprias, exigindo das equipes capacidade de adaptar o atendimento às condições encontradas.
A supervisora estadual de serviços assistenciais do Maranhão, Giuliana Xavier, resumiu essa dimensão. “Discutir primeira infância é, primeiramente, discutir o território”, afirmou.
O encontro também abriu espaço para que trabalhadores e gestores compartilhassem dificuldades encontradas na rotina e experiências utilizadas para qualificar o acompanhamento das crianças e de suas famílias.