Durante a agenda, Edvaldo também concedeu entrevista ao Jornal da Rio – Edição do Meio Dia, da Rio FM de Porto da Folha, apresentado pelo radialista Voni Silva. Na conversa, o candidato relembrou a relação pessoal que mantém com a festa desde a adolescência, quando, ainda morava em Pão de Açúcar (AL). “Eu tô muito feliz porque passou essa lembrança. A Festa do Vaqueiro é uma festa que tem a ver com a cultura da cidade. É uma tradição secular do sertanejo. Ela evoca a cultura do sertanejo, do vaqueiro, que é tão importante para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou Edvaldo durante a entrevista.
O candidato também destacou a dimensão da festa e a presença de vaqueiros e cavaleiros que participam da programação. Segundo ele, a celebração mantém viva uma tradição ligada à história do homem do campo e à identidade cultural do Sertão. Edvaldo ressaltou ainda a receptividade que recebeu durante a passagem pelo município e mencionou as lideranças que o acompanharam na agenda. “Quero parabenizar o povo de Porto da Folha por essa festa maravilhosa, pela receptividade, porque o povo buraqueiro, acolhe, recebe de braços abertos quem vem nessa festa maravilhosa. Quero agradecer ao meu querido amigo e parceiro dessa jornada, Saininho, vice-prefeito, pela acolhida, pelo apoio, pela solidariedade; Manoel de Rosinha, ex-prefeito; e Miguel de Dr. Marco, também pela acolhida e pela solidariedade”, declarou.
A programação também levou o candidato a falar sobre a relação entre cultura, turismo e economia. Para Edvaldo, eventos tradicionais como a Festa do Vaqueiro movimentam diferentes setores da economia local, com impacto sobre comércio, hospedagem, alimentação, serviços e geração de trabalho temporário. “A Festa do Vaqueiro, quanto mais ela se ampliar, vai continuar mantendo esse caráter cultural, mas ela também é um polo de desenvolvimento econômico. Você vê pessoas vendendo, o comércio funcionando, as pessoas comprando. Isso gera emprego e gera renda”, afirmou.
Durante a entrevista, Edvaldo ainda afirmou que pretende defender iniciativas voltadas à cultura e ao turismo caso seja eleito para o Senado, citando a possibilidade de destinação de emendas parlamentares e de recursos para fortalecer atividades culturais e turísticas no município. “Eu tenho uma preocupação muito grande com a cultura. As minhas emendas também serão investidas na cultura e, especialmente aqui em Porto da Folha, na Festa do Vaqueiro. A cultura como uma manifestação própria é importante, mas também a cultura como um elemento de geração de emprego e renda, de desenvolvimento econômico”, disse.
A Festa do Vaqueiro também possui reconhecimento institucional relacionado à preservação de sua identidade cultural. Em 2024, o Governo de Sergipe declarou de interesse social, para fins de desapropriação, áreas destinadas ao desenvolvimento sustentável da festa e à preservação de sua identidade cultural. O decreto estadual também registra a vaquejada como manifestação cultural reconhecida pela legislação brasileira.
Saúde, emprego e fortalecimento dos municípios
Durante a entrevista, Edvaldo também apresentou algumas das principais bandeiras que afirma levar para o Senado, com destaque para a saúde, a geração de empregos e o fortalecimento dos serviços públicos no interior. Na área da saúde, defendeu a ampliação de recursos para exames complementares e o fortalecimento dos hospitais regionais, enquanto, na área econômica, destacou a necessidade de criar oportunidades de trabalho para que os jovens possam permanecer em suas cidades de origem. Ele também citou a importância da implantação de polos de desenvolvimento econômico e industrial no interior do estado.
“Como senador, eu vou fazer projetos para melhorar a saúde. Hoje, é preciso resolver um problema da saúde no Brasil, que é o problema dos exames complementares. A gente precisa de mais recursos para que as pessoas possam ter uma resolução dos seus problemas com mais rapidez”, afirmou. Sobre o interior, acrescentou que “a gente precisa de políticas para que os jovens de Porto da Folha fiquem em Porto da Folha, tenham emprego para eles aqui. Então, a gente precisa trazer também polos de desenvolvimento industrial e econômico”, declarou.
Foto: Ana Lícia Menezes