“É essencial separar os fatos da ficção. Eu testemunhei idosas sendo detidas injustamente sob suspeitas de envolvimento em um golpe de estado, mas a realidade se revelou muito diferente. Não houve o uso de armas, apoio institucional ou liderança para tal”, afirmou.
Rodrigo também fez questão de defender o presidente Bolsonaro, destacando que este não se encontrava no Brasil durante o evento em questão e não manifestou apoio a qualquer tipo de ruptura institucional. “É injusto tentar associar isso ao presidente Bolsonaro”, declarou o deputado.
Além disso, o deputado revelou que chegou a conhecer algumas das senhoras detidas na ocasião. “O que presenciamos foram idosas em atos de oração, segurando terços, distantes da Esplanada dos Ministérios, e mesmo assim foram detidas. Após seis meses, tive a oportunidade de conhecer essas senhoras e o que testemunhei foi um grave erro jurídico. Faltou uma análise individual das condutas e as penas aplicadas foram desproporcionais. Muitas delas já cumpriram suas penas de restrição de liberdade. Agora, é provável que esses processos ilegais sejam anulados”, disse.
Finalizando, Rodrigo Valadares concluiu: “Devemos agir com cautela, pois um golpe de estado é uma questão extremamente séria, e o que ocorreu no Brasil não se enquadra nessa categoria. Foi uma confusão desorganizada, sem qualquer relação com o presidente Bolsonaro ou com a tentativa de um golpe de estado”.