“Quem mediu as águas na concha da mão, ou com o palmo definiu os limites dos céus? ” – Isaías 40:12 (NVI).
O que deveria ser prazeroso e inegociável, infelizmente, não faz parte da vida de todos: meditar constante e piedosamente na grandeza e no poder de Deus e glorificá-lo.
O profeta assegura que Deus – e só Deus – mede as águas na concha da mesma mão com a qual calcula o tamanho dos céus, mas, para muitos, isso é recebido – quando é recebido – com simplicidade, com normalidade e sem a ímpar reverência sobre a qual repousa a realidade: Deus é único e maior que todo o universo criado por Ele. Glória a Deus.
É impossível o homem conhecer a si mesmo – e entender o sentido da sua existência – sem, antes, buscar conhecer o que Deus revela Dele próprio, sobretudo nas Escrituras. Deus – e somente Deus – dá sentido à sua criação.
Nascemos para ter prazer em Deus, e vivemos ilusões destrutivas, enquanto não descobrimos isso, respondendo ao chamado do Espírito Santo, e colocando em prática o amor ao Criador.
Deus não apenas criou: Ele governa tudo. Mesmo as menores coisas não escapam do seu plano. Mesmo quando as circunstâncias não são compreendidas pela nossa limitação, Deus está no comando. É o governador do mundo, que, mesmo um caos, caminha para o desfecho programado por Ele antes da criação.
Conhecido por sua paciência, Jó, que, segundo o próprio Deus, era íntegro e reto, temente a Ele, sem igual na terra, precisou passar por um sofrimento ímpar, perdendo tudo exceto a fé, para compreender a grandeza de Deus.
Após soltar muitos verbos diante das dores crônicas, Jó teve um encontro verdadeiro com Deus, que com perguntas retóricas desfilou a Sua grandeza (Jó: 38, 39, 40 e 41). O capítulo 41, versículo 11, sintetiza bem a mensagem de Deus. “Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertence”.
Sábio e humilde, Jó compreende e resume a verdade absoluta: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2).
Confiemos em Deus. No Seu zelo pelo Seu povo. Aprendamos com Jó que o sofrimento (e todos passam por esta experiência) é pedagógico; não podemos perder a oportunidade de aprimorar a fé, confiando que Deus é soberano, tem controle sobre tudo e sempre faz o melhor.
Aprendamos também com o salmista Davi. “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?” (Salmos 27:1). E com o apóstolo Paulo que indaga: “Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (Romanos 8: 33).
Modificado em 28/09/2025 09:26