“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” – Filipenses 1:6 (NVI).
Estamos, mais uma vez, diante de uma passagem bíblica que deixa claro que a salvação é uma obra de Deus; jamais uma conquista atrelada ao braço humano.
O apóstolo, note leitor, não externa uma especulação, mas a certeza absoluta de que Deus – e não o homem – colocará um ponto final na magnifica e ímpar obra da salvação – justificação (aceitamos Cristo como senhor e salvador, e Deus nos livra da condenação do pecado), santificação (caminhamos com o Espírito Sando no processo de crescimento espiritual livres do poder do pecado) e glorificação (o povo eleito de Deus, na volta do Senhor Jesus, receberá um corpo perfeito e estará livre do pecado por toda a eternidade).
A fé genuína nesta graça obtida exclusivamente pela fé grita de dentro para fora do apóstolo; perpassa; encontra acolhimento nos que serão salvos. Isso fica evidente quando lemos os versículos 3, 4 e 5. “Agradeço a meu Deus toda vez que me lembro de vocês. Em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria por causa da cooperação que vocês têm dado ao evangelho, desde o primeiro dia até agora (ênfase acrescentada).”
Essa “cooperação” – tanto por parte dos filipenses quanto por parte de qualquer um que se declare crente – vai além de abraçar a Palavra de Deus e viver sempre em harmonia com a vontade soberana do Pai. O santo tem prazer em pregar a boa nova, servindo de instrumento nas mãos do Espírito Santo; quer também espelhar com a própria vida a transformação que Deus faz no ser humano.
É um sinal de regeneração. Como já exposto, o homem não consegue salvar a si mesmo com suas obras, mas, uma vez salvo por Cristo, passa a praticar as boas obras, fugindo do pecado. Até porque uma evidência do alcance da obra salvífica na vida de uma pessoa é o arrependimento seguido por um robusto sentimento de gratidão ao salvador.
O discernimento do imensurável mal que o pecado faz na vida dos que não têm Cristo Jesus deixa os santos inquietos. Abrir os olhos de familiares, amigos e também de estranhos não é apenas uma opção, mas uma missão, uma obrigação cristã. “… quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho” (1 Coríntios 9:16).
Modificado em 14/12/2025 06:59