Os desabafos foram feitos durante um encontro, promovido, ontem, 3, pela mandata, para discutir políticas de ações afirmativas na instituição.“Foi um importante espaço de escuta, especialmente para as mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, que relataram diversos casos de assédio sexual que estão acontecendo dentro da universidade e que, ao que parece, a instituição não está dando o encaminhamento adequado e a devida atenção, já que não conta com um espaço de escuta e acolhimento dessas vítimas”, denunciou.
A parlamentar criticou a falta de diálogo da Reitoria com os estudantes, trabalhadoras/res e movimentos. “Atualmente, a única forma de denúncia é a ouvidoria que, segundo as alunas, não faz nada, principalmente quando a denúncia é contra um professor, por exemplo. O caso mais recente envolve a denúncia grave de uma estudante do curso de Farmácia, do campus Lagarto, contra um professor do departamento. É preciso que esses casos sejam investigados e que os assediadores sejam punidos. É muito grave”, reforçou a deputada.
De acordo com trabalhadores, os casos de assédio moral são recorrentes nas instalações dos campi da UFS. “Os servidores e servidoras reclamam do alto índice de assédio moral dos gestores e da falta de diálogo da reitoria com a categoria. Estudantes indígenas e quilombolas relataram situações de racismo e injúria racial sofridas dentro das salas de aula e praticadas pelos próprios professores e professoras. Então, a situação toda é muito grave e nossa mandata está atenta para cobrar da instituição o devido encaminhamento dessas questões e também para promover o diálogo e a reflexão com a comunidade acadêmica”, finalizou.
Modificado em 04/04/2023 15:33