“Eu assinei um plebiscito popular que está sendo realizado esse ano, que é dominado pelo ensino popular por um Brasil mais justo, pelo fim da escala 6×1 e a isenção para quem recebe até R$ 5,5 mil. E também a taxação para quem recebe mais de 50 mil reais, a taxação dos super-ricos, que é uma luta que está sendo travada no Brasil por justiça social”, declarou a parlamentar.
Linda Brasil enfatizou a necessidade de uma reforma tributária que alcance as grandes fortunas, citando o posicionamento da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). “Reforço a urgência de uma política fiscal verdadeiramente justa que faça com que os super-ricos contribuam proporcionalmente com a nossa sociedade. Como destacado pela Fenafisco, que esteve reunida aqui em Aracaju nos dias 26 e 27 de junho, os membros aprovaram a Carta de Aracaju, que reforça a taxação das grandes fortunas, não apenas como medida econômica, mas como um imperativo ético”, completou.
A deputada criticou o atual cenário de desigualdade social e a concentração de renda no país. “Enquanto milhões de brasileiros sofrem com a falta de acesso à saúde, educação e infraestrutura, uma elite acumula riquezas obscenas, muitas vezes sonegando impostos. É hora de mudar essa realidade. Precisamos combater a desigualdade com coragem, seguindo o exemplo de nações que taxam patrimônios elevados para investir em políticas públicas. A justiça fiscal é o alicerce de um projeto de desenvolvimento inclusivo”, destacou.
Linda Brasil também parabenizou o trabalho das entidades de classe e sindicatos que atuam pela pauta. “Gostaria de parabenizar o Sindifisco, na pessoa de José Antônio, e todos os sindicatos, assim como a Fenafisco, que está certa ao defender que os recursos arrecadados com essa taxação devem ser direcionados para serviços essenciais, garantindo dignidade à população mais vulnerável. Não aceitamos mais um sistema que penaliza os pobres e privilegia os mais ricos”, reforçou.
A parlamentar ainda rebateu críticas sobre o impacto da proposta nos investimentos. “Alguns dirão que essa medida desestimula investimentos, mas a verdade é que a concentração de renda é o maior enclave para o crescimento. Enquanto o capital ficar nas mãos de poucos, o consumo, a geração de empregos e a dinamização da economia seguirão estagnados. Além disso, a sonegação e os paraísos fiscais desviam trilhões que poderiam transformar vidas. Exigimos transparência e responsabilidade fiscais dos que mais têm”, afirmou.
Linda Brasil finalizou convocando a sociedade a apoiar o plebiscito popular que ocorre na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju. “Quem quiser assinar ou votar no plebiscito, existem só duas perguntas: quem concorda com o fim da escala 6×1 e com a taxação dos super-ricos. Parabenizo a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, a CUT, demais centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais que estão organizando essa mobilização. Espero que a gente consiga êxito, porque esse movimento é muito importante para a justiça social, já que essa escala 6×1 prejudica principalmente mulheres, pessoas negras, quilombolas, LGBTs, que vivem uma realidade de trabalho precarizado, sem dignidade nos finais de semana”, concluiu.
Da Agência de Notícias Alese/Foto: Jadilson Simões