Mário afirma sua pré-candidatura a partir de uma convicção de que é trabalhador como milhões de brasileiros e brasileiras e quer somar sua voz às lutas da classe trabalhadora por direitos e por uma sociedade mais justa e igualitária. Delegado da Polícia Civil de Sergipe há 25 anos, Mário construiu sua trajetória conciliando a atuação profissional com a militância em defesa da democracia, dos direitos humanos, das pautas da população negra, das mulheres, da comunidade LGBTQIAPN+, da classe trabalhadora e do antiproibicionismo. Filiado ao PSOL, chega à disputa propondo um modelo de segurança pública que prioriza inteligência, prevenção, investigação qualificada e valorização dos profissionais da área.
Durante a convenção, Mário afirmou que sua pré-candidatura nasce do compromisso com um projeto coletivo e da necessidade de construir alternativas para os desafios enfrentados pela população sergipana. “O que defendemos é uma segurança pública comprometida com a vida, nós não somos heróis, nem bandidos. Somos trabalhadores e queremos estar ao lado da classe trabalhadora na defesa de direitos e de uma sociedade mais justa”, declarou.
Em seu discurso, o pré-candidato também chamou atenção para a alta letalidade policial em Sergipe, e para o crescimento dos índices de feminicídios e de assassinatos contra a população LGBTQIAPN+, além de criticar políticas de segurança que, segundo ele, privilegiam o confronto em detrimento da prevenção e da inteligência policial.
Mário também fez críticas ao uso politiqueiro da atividade policial pela direita, e afirmou que a segurança pública não pode ser transformada em ferramenta de promoção pessoal. “Repudio o uso de insígnias, distintivos e armamentos das forças de Segurança como instrumentos de promoção pessoal. Estou no PSOL há mais de uma década porque nosso projeto é coletivo, de defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores, e do justo combate às opressões”.
Enfatizou ainda que os recentes dados positivos obtidos na Segurança Pública, a exemplo da vertiginosa queda das taxas de mortes violentas intencionais no Estado, ao longo de uma década, não estão relacionadas à necropolítica galopante vivenciada no Estado.
“Se hoje Sergipe é considerado um dos Estados mais seguros do Nordeste, não é em razão dessa matança que vemos acontecer nas periferias, da alta letalidade policial contra os pobres, quase sempre pretos. Esses dados positivos são fruto do trabalho abnegado de centenas de trabalhadores e trabalhadoras da segurança pública, os quais atuam diariamente, com responsabilidade e sem arbítrio, em defesa da vida, com inteligência e de forma integrada”, afirmou.
A pré-candidatura será apresentada ao eleitorado como uma alternativa de esquerda para a Câmara dos Deputados, com um programa voltado à defesa da democracia, da classe trabalhadora, dos serviços públicos e da ampliação dos direitos sociais, tendo a segurança pública cidadã como um de seus principais eixos.
A convenção reuniu dirigentes partidários, pré-candidatos, lideranças dos movimentos sociais, militantes e apoiadores da Federação PSOL/Rede.
Por assessoria