A atuação em causas criminais complexas, disputas patrimoniais de grande vulto, conflitos familiares, direito eleitoral e o atendimento em áreas vulneráveis foram apontados como fatores de risco inerentes à rotina da classe. Diante desse cenário, o delegado sustentou a necessidade de assegurar à advocacia os meios necessários para a autodefesa. “Hoje, carreiras como a magistratura e o Ministério Público já contam com a prerrogativa do porte de arma. É legítimo e necessário abrir esse debate também para a advocacia”, defendeu.
Para André David, é preciso dar celeridade ao Projeto de Lei que propõe uma alteração no Estatuto da Advocacia para reconhecer essa isonomia. “A categoria defende direitos todos os dias. É justo que nós elaboremos propostas para dar a chance de defesa para quem defende a sociedade diariamente”, pontuou o delegado. “Quero levar essa discussão para Brasília e articular no Congresso propostas que garantam a proteção física e a dignidade que a advocacia merece.”
Enviado pela assessoria/Foto: Ítalo Amorim