Defesa dos produtores rurais
Integrante da comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 1.376/2026, Delegada Katarina destacou sua atuação em defesa dos produtores rurais. A medida autoriza a criação de linhas de crédito para a liquidação ou amortização de dívidas rurais e prevê apoio aos produtores afetados por eventos climáticos adversos, com condições específicas para quem sofreu perdas em três ou mais safras entre 2019 e 2025.
Para a deputada, o papel do Parlamento exige ação prática diante dos problemas enfrentados pela população. “Eu aprendi que, diante de um problema como esse, que afeta os produtores, não podemos apenas lamentar. Temos que buscar soluções. E foi o que eu fiz como parlamentar”, afirmou.
Ela informou que participou de reuniões em Brasília com especialistas e solicitou novos encontros com órgãos responsáveis, incluindo a Superintendência do Banco do Brasil em Sergipe. Entre as prioridades, citou a revisão das regras de crédito e das exigências de garantia para produtores que perderam suas safras.
“Sem a safra, eles não têm como dar entrada para conseguir crédito, por exemplo. São questões que precisam ser resolvidas, pois são esses produtores que colocam comida na nossa mesa”, disse.
Recursos e ações do mandato
A parlamentar afirmou já ter destinado mais de R$ 314 milhões para Sergipe, com atuação concentrada em três eixos: segurança pública, geração de emprego e renda e proteção de grupos vulneráveis.
Segundo ela, o mandato já soma 447 proposições apresentadas e sete projetos que se tornaram leis.
Entre os investimentos citados estão recursos destinados à qualificação profissional, com a distribuição de máquinas de costura por meio da Secretaria do Trabalho e de associações em municípios sergipanos; recursos para a pesca artesanal e instituições que atuam na área social e de saúde, como o Ipaese, a Apae e o GACC.
Na área da saúde, segundo Katarina, foram destinados R$ 160 milhões, enquanto o Programa Ameei recebeu R$ 4 milhões para a construção de creches. Para a segurança pública, foram destinados R$ 12 milhões, contemplando instituições como as Polícias Militar e Civil, o Instituto Médico Legal (IML) e ações de proteção às mulheres, como o projeto Poly.
“Eu sei onde está cada centavo indicado e quero ver o projeto executado e servindo às comunidades, porque esse é o propósito”, salientou.
Síndrome de Tourette
Delegada Katarina também destacou o Projeto de Lei nº 1.376/2025, de sua autoria, aprovado pela Câmara dos Deputados e, na última terça-feira (11), pelo Plenário do Senado Federal. A proposta segue agora para sanção presidencial.
O texto institui medidas de proteção e inclusão para pessoas com síndrome de Tourette. Entre elas estão o direito a acompanhante especializado no ensino regular, quando a avaliação pedagógica indicar essa necessidade, adaptações razoáveis no ambiente de trabalho e ações de informação e capacitação para combater o preconceito e a discriminação.
Ao final, ressaltou que o mandato tem sido propositivo, mas que ainda há demandas a serem enfrentadas. “Fica a sensação de que ainda há muito o que fazer pelo nosso país e pelo nosso estado”, concluiu.