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Delegada Katarina quer mais mulheres nos espaços de poder

Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quinta-feira (24), a deputada federal Delegada Katarina (PSD-SE), candidata à reeleição, defendeu o aumento da participação feminina nos espaços de poder. A parlamentar chamou a atenção para a diferença entre o número de eleitoras no país e a ocupação dos cargos políticos.

Na publicação, Katarina destacou os números que revelam esta disparidade: as mulheres somam 83,9 milhões de eleitoras no Brasil e representam cerca de 53% das pessoas aptas a votar nas eleições de 2026. Apesar de serem maioria do eleitorado, correspondem a aproximadamente 35% das candidaturas registradas neste ano. Nas eleições gerais de 2022, foram apenas 18% das pessoas eleitas para o Poder Legislativo.

No vídeo, Delegada Katarina afirma que ampliar essa participação não significa tratar as mulheres como um grupo de pensamento único, mas garantir que diferentes experiências estejam presentes na elaboração das leis e das políticas públicas.

“Não basta sermos maioria na hora de votar. Também precisamos estar presentes nos lugares onde as decisões são tomadas. Isso não quer dizer que toda mulher pensa igual ou que ser mulher substitui proposta, trajetória e trabalho. Quer dizer que as nossas diferentes vivências também precisam fazer parte do debate”, afirmou.

Única mulher na atual composição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Delegada Katarina ocupa a Terceira-Secretaria da Casa. A parlamentar afirmou ainda que conhece as dificuldades enfrentadas por quem chega a ambientes ainda majoritariamente masculinos.

“Eu sei o quanto é difícil chegar a espaços onde ainda somos poucas. Também precisei lutar para ter minha voz ouvida e o meu trabalho reconhecido. Não recuo porque sei que, além de representar Sergipe, carrego a responsabilidade de abrir caminho para que outras mulheres também cheguem”, declarou.

Com mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil, Katarina levou a experiência na segurança pública para o trabalho legislativo. Na Câmara, foi relatora do Pacote Antifeminicídio, transformado na Lei nº 14.994/2024. A norma tornou o feminicídio um crime autônomo e estabeleceu pena de 20 a 40 anos de prisão.

A deputada também atuou na aprovação da Lei nº 14.899/2024, que prevê planos de metas para integrar os serviços de prevenção, atendimento e proteção às vítimas de violência doméstica.

“Representação não é apenas ocupar uma cadeira. É usar a voz, a experiência e a responsabilidade do mandato para enfrentar problemas. Saúde, segurança, trabalho, educação, renda e direitos passam pela política e por quem está sentado à mesa no momento de decidir”, ressaltou.

Ao disputar um novo mandato, Katarina defende a ampliação da presença feminina na política e a continuidade das ações de proteção e garantia de direitos. “Minha presença tem um significado que vai além de mim. Cada mulher que chega abre uma porta para que muitas outras também possam entrar”, reiterou.

Por assessoria

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