” Senhor, não me castigues na tua ira nem me disciplines no teu furor” – Salmos 6:1 (NVI).
É certo que as aflições que acossavam Davi como uma vara usada para espancar sem piedade não vinham de Deus. Antes, adversários estavam em ação.
Entretanto, o salmista deixa manifesto a consciência de que é pecador – e isso provoca a ira de Deus; e a Sua, digamos, indiferença, até então, ao sofrimento mencionado na sequência do texto. “Misericórdia, Senhor, pois vou desfalecendo…”
Temos, aqui, um convite à reflexão sobre um Deus que não está assistindo à ação coletiva da humanidade mergulhada no pecado sem uma reação à altura da Sua santidade. Deus sempre reprovará o pecado; punirá, em momento oportuno, quem não se arrepender. Até lá, permite o sofrimento como forma pedagógica.
Um mundo caído sempre estará cego para as coisas espirituais. Somente aqueles que têm o Espírito Santo dentro de si cogitam das coisas do Espírito. Não é o caso de viverem sem pecar. Só Cristo Jesus conseguiu isso. Mas os santos – separados que têm o Espírito – pecam, mas se arrependem. Diferem daqueles que pecam e acham natural. Até fazem chacota com os crentes.
A vida de Davi, o homem segundo o coração de Deus, espelha essa fragilidade humana seguida da redenção. Davi, entre outros pecados, adulterou e planejou a morte de uma pessoa. Todavia, poucos demonstram quebrantamento e comunhão com Deus em suas vidas como Davi. Ele tropeçou várias vezes, mas sempre se arrependeu e buscou a misericórdia do Criador; a graça divina.
Modificado em 26/01/2026 14:50