“Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras e acode ao meu gemido. Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama, pois a ti é que imploro. De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando – Salmos 5:1-3 (NAA).
Aqui temos o salmista Davi orando mais uma vez. Mais uma vez para barrar sofrimentos impostos por ímpios. Ele não deixa claro se o clamor é motivado por ações de Saul, de Absalão ou de outros perseguidores. Mas joga luz suficiente para não deixar dúvidas de que apresenta a sua petição ao Pai num momento de intensa dor. “Gemido”.
Davi não despreza o poder de Deus para socorrer quem Nele deposita sua fé. Não age pela sua cabeça humana. Não busca o auxílio de qualquer pessoa. Davi apela para quem, de fato, tem o poder para solucionar qualquer problema. Se agarra ao que faz tudo conforme o conselho da Sua vontade (Efésios 1: 11); e sempre tem o melhor plano.
Aliás, ao referir-se a Deus como “Rei meu”, Davi nos ensina a sermos servos. Dito de outra forma, devemos aceitar sempre a decisão de Deus sobre nossas súplicas, mesmo que esta decisão não tenha, aparentemente, harmonia com o que visualizamos como o melhor encaixe para nossa existência naquele momento de martírio.
Davi ainda ensina que, se queremos, irremediavelmente, vencer a batalha, não podemos abrir mão de acordar com Deus. Os primeiros pensamentos do dia precisam formar uma fervorosa oração – adoração, pedido de perdão, agradecimento e súplica. Sempre em nome de Jesus Cristo, já que o pecado rouba de todos nós o crédito necessário para que Deus escute a oração. Só temos acesso ao Pai através do filho.
Nos dias atuais, é imprescindível dominar o desejo de trocar a intimidade com Deus, de manhã, pela primeira olhada nas redes sociais do dia ou por outra distração mundana. Orar precisa ser a primeira ação consciente do dia de todo aquele que se diz temente a Deus. Orar e ficar esperando, na fé, a decisão de Deus sobre os pleitos, como Davi.
Modificado em 13/07/2025 09:43