A exposição convida o público a refletir sobre a condição paradoxal vivida pela população negra no pós-abolição, evidenciando contrastes entre celebração e exclusão, valorização e invisibilidade. Por meio de personagens e cenários inspirados na realidade das ruas, das feiras e do centro da capital sergipana, as obras propõem um olhar crítico sobre as condições de vida da população negra e sua contribuição para a construção histórica e cultural da cidade.
Com forte influência das vivências cotidianas e das experiências coletivas, “Ruas de Ará” apresenta narrativas visuais que dialogam com temas sociais e históricos, estimulando o reconhecimento da cultura sergipana e o fortalecimento do sentimento de pertencimento.
Para o artista e historiador Edwyn Gomes, a exposição nasce do desejo de utilizar a arte como ferramenta de reflexão social e valorização da memória negra em Sergipe. “Essa mostra surge da vontade de discutir, por meio da pintura, a presença das pessoas que constroem diariamente a história da nossa cidade. As obras retratam personagens e situações inspiradas no cotidiano de Aracaju e região metropolitana, convidando o público a refletir sobre a vida e as condições enfrentadas por essa população”, destacou.
Após a abertura, a exposição “Ruas de Ará” ficará aberta à visitação até 21 de maio, no Corredor Cultural Wellington Santos “Irmão”, localizado na sede da Funcap, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.
Foto: Erick O’Hara