Segundo a equipe médica, a perda de consciência ocorreu porque dona Lourdes estava com a frequência cardíaca muito baixa, reduzindo o fluxo sanguíneo para o cérebro e provocando o desmaio. A investigação foi feita por meio de um eletrocardiograma, exame simples que já permite o diagnóstico e indica a necessidade de implante do marca-passo. Esse tipo de arritmia é comum em pacientes idosos e, muitas vezes, os sintomas são confundidos com outras doenças, como o acidente vascular cerebral (AVC).
Surpresa com a rapidez do atendimento e da indicação do procedimento, dona Lourdes elogiou a estrutura e o acolhimento da unidade. “Estou achando uma maravilha. Fico muito grata a todos. Não pensava que fosse tão rápido. Quando cheguei, fizeram o exame, descobriram o problema e já me encaminharam para o Huse. Estou achando bom demais”, contou.
Ampliação do serviço e fila zerada
O caso de dona Lourdes reflete um avanço importante para a assistência cardiovascular em Sergipe. O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto do Huse vem ampliando sua capacidade assistencial, o que permitiu zerar a fila para implante de marca-passo no estado. Com isso, o atendimento se tornou mais ágil, inclusive em situações de emergência.
De acordo com o cardiologista e coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, o marca-passo é fundamental no tratamento de arritmias graves. “O marca-passo é um dispositivo de estimulação intracardíaca e serve para o tratamento de arritmias cardíacas graves, em especial aquelas que evoluem com bradicardia, com frequências cardíacas muito baixas. É uma doença muito comum em pacientes da terceira idade”, explicou.
Ele destaca, ainda, o impacto do serviço na rede pública. “Nos últimos meses, implantamos mais de 50 dispositivos. Isso foi um ganho para a saúde pública porque esses pacientes, muitas vezes, aguardavam muito tempo na fila e, agora, não existe mais fila de marca-passo no Estado. Atualmente, o implante ocorre em cerca de 10 a 15 dias após a solicitação e, em casos de emergência, no mesmo dia”, afirmou.
A cirurgiã cardíaca do Centro de Hemodinâmica do Huse, Leila Nogueira, também explica como funciona o procedimento. “Os procedimentos que realizamos aqui são voltados para o tratamento de arritmias. A paciente que vamos operar hoje, a dona Lourdes, por exemplo, tem uma bradiarritmia, que é uma arritmia que deixa o coração mais lento. O que fazemos é regular o ritmo do coração por meio do implante de um dispositivo, que é o marca-passo. Ele coordena a atividade elétrica do coração e evita que o paciente volte a apresentar esse tipo de arritmia lenta”, detalhou.
Com esse volume de procedimentos em apenas seis meses, o Centro de Hemodinâmica do Huse reforça seu papel como referência no tratamento de arritmias cardíacas em Sergipe, garantindo mais agilidade, redução de filas e melhoria na qualidade de vida de pacientes que antes aguardavam por longos períodos por um procedimento que, agora, pode ser realizado em poucos dias.
O serviço é gerenciado pela Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC), instituição com ampla experiência técnica e de gestão em cardiologia, sendo referência no setor.
Enviado pelo Governo de Sergipe/Foto: Valter Sobrinho
Modificado em 27/01/2026 12:07