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Bolsonaro e a necessidade de misericórdia

Por Joedson Telles 

“Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” – Mateus 5:7 (NVI). 

Uso este espaço engendrado para ventilar questões bíblicas para abordar a prisão de Jair Bolsonaro. Os motivos são do conhecimento de todos.

Antes de ser bombardeado por almas que não gostam do ex-presidente, registro que recorro a Mateus 5:7, pensando 100%, não no político, mas no ser humano Jair Bolsonaro, que já não é um jovem e enfrenta sérios problemas de saúde.

Não defendo, obviamente, a soltura, mas a prisão domiciliar creio estar de bom tamanho e em harmonia com os seus direitos. Há várias pessoas apenadas no próprio domicílio em situações parecidas.

Refutando quaisquer críticas no sentido de estar defendendo  que o Judiciário “passe o pano”, recorro, mais uma vez, à Palavra de Deus, que é a regra de vida de qualquer cristão: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas” (Romanos 13:1). A Justiça tem, portanto, a palavra final e ponto.

Creio, entretanto, estar claro que a prisão domiciliar emerge como um ponto de equilíbrio entre as duas passagens bíblicas citadas, ou seja, é possível ter misericórdia e, ao mesmo tempo, manter a decisão da Justiça pela condenação.

Nunca é demais lembrar que a pena não pode ser uma vingança a destilar ódio. Isso, lamentavelmente, fica – como já foi possível ser atestado em milhões de postagens – para as redes sociais. Na verdade, nem ali deveria existir. Mas…

… Ter misericórdia do ex-presidente nos remete ainda a outra passagem bíblica, que aconselha a vigiarmos o tempo todo. “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia” (1 Coríntios 10:12).

Coríntios 10:12, aliás, empurra, de súbito, os mais atentos para aquela cena do então candidato Jair Bolsonaro andando para lá e para cá, chamando o também então candidato Lula de presidiário, durante o debate presidencial 2022, na Globo. Ainda assim, a falta de misericórdia não pode existir no coração de um cristão – seja evangélico ou católico.

A Bíblia define nossas justiças como “trapos de imundícia” (Isaías 64:6, ARA). A régua não é o próximo, mas a santidade de Deus. Já pensou se Ele não tivesse misericórdia dos seus eleitos?

P.S. Escrever este texto colocou em disputa o jornalista e o crente; felizmente, o crente prevaleceu. Não por mérito, mas pela graça de Deus. 

Modificado em 30/11/2025 07:56

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