Na avaliação do pré-candidato, a narrativa de sabotagem apresentada no auge da crise acabou sendo utilizada como uma tentativa de transferir a responsabilidade pelos problemas no abastecimento. “Passou um mês de muita investigação, muito técnico envolvido, profissionais da Segurança Pública gabaritados, mas até o presente momento, nenhuma confirmação que houve sabotagem neste caso. O certo mesmo é que mais de 100 mil aracajuanos ficaram sem água nas torneiras por mais de cinco dias e os transtornos ninguém esquece. Há exatamente um mês houve uma ação orquestrada para tentar diminuir a fúria da população com a Iguá, mas não conseguiram. 30 dias se passaram e nenhuma sabotagem foi detectada”, frisou Eduardo Amorim.
Segundo Eduardo Amorim a situação do abastecimento de água em Sergipe segue sendo um grande transtorno para a população, que, quando não se depara com a falta d’água nas torneiras sem aviso prévio, precisa ainda lidar com o crescente no valor das faturas. Além disso, ele reforça que a sensação é de improviso em um serviço considerado essencial, uma vez que o discurso institucional da concessionária e a realidade enfrentada diariamente pelos sergipanos recorrendo a caminhões-pipa se tornou comum.
“Nós temos acompanhado diariamente este problema do abastecimento de água na casa das pessoas, departamentos públicos e estabelecimentos comerciais. Já que houve defesa incisiva, atestando ato de sabotagem, esperávamos que os culpados fossem identificados, presos e ouvidos. O que estamos observando é que as torneiras continuam vazias e toda aquela narrativa de defesa não passou de especulação. Enquanto isso, diariamente temos nos deparado com caminhões-pipa circulando por Aracaju e demais municípios em que a Iguá administra este serviço”, completou.
Foto: Plácido Noberto