“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” – Atos 2:4 (NVI).
Na introdução do seu excelente livro, “O Deus esquecido”, o teólogo americano Francis Chan faz um alerta importante. “O Espírito Santo é tristemente negligenciado e, em todos os sentidos práticos, até mesmo esquecido”, constata o pregador. “… posso até apostar que há milhões de frequentadores de igreja em todo o mundo incapazes de dizer, de maneira confiante, que experimentaram a presença ou operação do Espírito Santo em suas vidas, nos últimos meses. E muitos deles não acreditam que possam senti-la.”
Jesus o definiu como consolador. Na Bíblia, lemos também que é o Espírito de Deus. Muito antes do Pentecoste, registrado em Atos pelo evangelista Lucas, o Espírito é citado no princípio. “… Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).
Apesar da clareza bíblica, muitos teólogos, assim como Francis Chan, já sentiram a necessidade de, através de livros, pregações e/ou palestras, ratificar que o Espírito Santo é o próprio Deus – a terceira pessoa da Trindade; Pai, Filho e Espírito Santo. Ou seja, para o verdadeiro cristão, o Espírito Santo é merecedor do amor, do respeito e da gratidão do mesmo modo que Deus, o Pai, e Jesus Cristo.
Maior graça de Deus na vida do crente, a salvação, assegurada pela obra de Cristo na cruz, é aplicada pelo Espírito Santo. É a terceira pessoa da Trindade quem age no coração chamando o pecador ao arrependimento e à nova vida de gratidão a Deus pela eternidade no céu.
Se em Jesus somos justificados pela fé e, assim, reconciliados com Deus, é sendo morada do Espírito Santo, também pela fé, que caminhamos no processo conhecido como santificação, enquanto aguardamos a volta de Jesus.
Aliás, o próprio Cristo Jesus orienta os crentes, através do Espírito, para andarmos na luz. E o nosso comportamento gritará ao mundo que somos diferentes. O corpo do crente é o templo do Espírito Santo.
O apóstolo Paulo é bem didático, ao diferenciar o comportamento dos que têm o Espírito de Deus dos que optam pela impiedade mundana.
“Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio…” (Gálatas 5:19-23).
Modificado em 16/03/2026 15:34