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Rogério, Alessandro, Fábio, Jeferson, Laércio… “Está cedo” para pensar em 2030?

Por Joedson Telles

Com as urnas ainda aconchegadas pelo calor das eleições 2026, não duvide, caro leitor, 2030 já se impôs pela força da cultura dinâmica da política. Isso mesmo: 2026 nem terminou na esfera nacional, 2030 põe a cabeça para fora.

Enquanto os atores dão entrevistas comemorando vitória ou explicando derrota – e falam em descansar depois da puxada campanha -, o próximo pleito estadual é desenhado pelos resultados do último.

Evidentemente, jornalistas tentam obter informações e noticiar, em primeira mão, planos, certamente, cogitados. Entretanto, como se combinassem os verbos, políticos se agarram à frase pronta: “está cedo…” E, assim, driblam a imprensa e demais curiosos, mas não sentimentos amiúdes.

A estratégia, se podemos definir assim, não deixa de ter sentido. Políticos são humanos, precisam repor energia. Só sabe avaliar o desgaste de uma campanha quem vive na própria pele – seja candidato ou assessor.

Entretanto, creio que a ansiedade é inerente à política. Político que é político pensa em política praticamente o dia todo – e há os que sonham com o vício. Não puxam a tomada.

Não arrisco antecipar neste espaço todos os possíveis projetos cogitados para 2030; cansaria quem digita estas linhas e mais ainda quem se aventura a lê-las. Todavia, peguemos alguns como base.

Com a vitória que lhe assegura mais oito anos no Senado, Rogério Carvalho pode, como fez em  2022, ser pré-candidato ao Governo do Estado, em 2030, e, caso não obtenha êxito, segue no Senado por mais quatro anos, trabalhando pela reeleição. O mesmo vale para o senador Alessandro Vieira, que também tentou ser eleito governador, em 2022, e também está garantido no Senado até 2034. Será que “está cedo” para ambos pensarem em 2030?

Jovem, mas com experiência comprovada, o presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe e vice-governador eleito, o deputado Jeferson Andrade, pode assumir o Governo do Estado, caso o governador reeleito, Fábio Mitidieri, em harmonia com o andamento da política, deixe o governo antes do final para ser pré-candidato ao Senado, em 2030, quando Sergipe terá uma só vaga. Isso tornaria Jeferson, certamente, pré-candidato à reeleição. Será que “está cedo” para ambos pensarem em 2030?

Se Fábio Mitidieri optar por uma pré-candidatura ao Senado, por certo, terá como um dos adversários o senador Laércio Oliveira, um aliado que faz um excelente mandato, e, creio, dificilmente, deixará de ser pré-candidato à reeleição. Seria possível duas pré-candidaturas dentro do mesmo grupo?

Um acordo até poderia construir uma pré-candidatura de Laércio ao Governo do Estado. Todavia, com Fábio afastado, já mencionamos que Jeferson seria o pré-candidato natural. Laércio toparia ser o pré-candidato do bloco (unificado) a prefeito de Aracaju, em 2028? Como harmonizar? Bater o martelo agora seria açodamento. Não se discute. Mas será que “está cedo” para pensar em 2030?

Modificado em 05/10/2026 12:13

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