“Moisés disse: — Assim diz o Senhor: ‘Perto da meia-noite passarei pelo meio do Egito. E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até o primogênito da escrava que mói a farinha, e todo primogênito dos animais'” – Êxodo 11:4,5 (NAA).
Deus já havia enviado Moisés e seu irmão, Arão, várias vezes, para comunicar ao Faraó a Sua ordem: libertar os hebreus para adorá-lo. Ele também fez cair nove pragas sobre o Egito com a mesma finalidade, antes das mortes.
O Faraó, quando acossado pelas pragas, prometia a Moisés libertar os escravos, mas jamais honrou sua palavra.
Em passagens que ilustram a soberania de Deus e a responsabilidade humana, lado a lado, está registrado em Êxodo, várias vezes, que Deus endureceu o coração do Faraó. O contexto, contudo, aponta para o desejo do Faraó: não abrir mão dos escravos.
O fato é que Deus, sim, honra a Sua palavra, e a culpa pelas mortes sempre estará cimentada à desobediência do Faraó. A este cabe a responsabilidade pelos óbitos.
O plano de Deus era libertar o Seu povo, e isso não foi frustrado.
Deus cuida do Seu povo a qualquer custo – mesmo que isso signifique a morte de ímpios. É bíblico. Não atestamos isso apenas em Êxodo 11. Se passarmos algumas páginas, lemos o desfecho do que conhecemos com a abertura do Mar Vermelho.
Depois que os hebreus atravessaram, “… As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ao menos um deles escapou com vida” (Êxodo 14:28).
No livro de Josué, capítulo 6, versículos 1 e 2, temos mais um exemplo de como Deus zela pelos Seus eleitos; e não tem misericórdia dos adversários. “Ora, Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava. Então o Senhor disse a Josué: — Olhe! Estou entregando em suas mãos a cidade de Jericó, o seu rei e os seus valentes”.
O resultado da intervenção divina encontramos no versículo 21. “Destruíram totalmente a fio de espada tudo o que havia na cidade, tanto homens como mulheres, tanto jovens como velhos, também bois, ovelhas e jumentos”.
Ignorante pela contaminação do pecado, o homem natural não acredita – ou pior: acredita, mas não aceita – que Deus criou todas as coisas e administra o mundo como lhe apraz. Deus age como quer sem ter que prestar conta dos Seus atos; e muitos deles não fazem sentido na mente humana limitada, mas nada escapa da Sua lógica perspicaz.
Modificado em 08/02/2026 07:06