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A oração de Jacó diante do problema

Por Joedson Telles

“Então Jacó orou…” – Gênesis 32:9 (NVI).

Assim como Jesus, Paulo, Habacuque, Moisés…, Jacó orou; como, aliás, todos os crentes verdadeiros. Orar, ler a Bíblia e meditar e aplicar a Palavra de Deus formam o combo básico na vida de todo cristão.

Em sua oração, Jacó nos ensina a confiar em Deus diante de um problema. Ele estava afastado da família, há 20 anos, após fugir para Padã-Arã, temendo ser morto pelo irmão, Esaú. Havia se passado por ele e recebido a bênção de Isaque, seu pai, no lugar do primogénito (Gênesis 27: 1-29). Mas Deus ordenou o retorno.

Jacó abre sua oração deixando claro que não busca um deus qualquer, mas o único Deus verdadeiro. Ele tem como referência a fé da sua família, que tinha uma aliança eterna com Deus. “… Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque…” (Gênesis 32: 9).

Antes de apresentar seu pleito, Jacó ratifica algo essencial em qualquer oração: harmonia com o plano de Deus. Ele não está a agir por iniciativa própria. Não busca alimentar a vaidade, mas é motivado pela obediência a Deus. “… ó Senhor que me disseste: ‘Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar’” (V.9).

Em seguida, Jacó nos lembra que somos pecadores e Deus misericordioso; não temos mérito algum para merecer a atenção de Deus, mas Ele, por amor, cuida dos seus. “… não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas” (V.10). Deus o fez próspero, e ele, servo, demonstra gratidão.

Após reconhecer a glória de Deus, demonstrar sintonia com a Sua vontade e, com humildade, externar que não merece as bênçãos, Jacó, enfim, apresenta a súplica. “Livra-me, rogo-te, das mãos de meu irmão Esaú, porque tenho medo que ele venha nos atacar, tanto a mim como às mães e às crianças” (V.11).

Para encerrar a oração, Jacó reforça que há sempre a promessa de Deus na vida dos que vivem pela fé. Ele cofia na Palavra de Deus, mesmo diante de circunstâncias adversas. “… tu prometeste: ‘Esteja certo de que eu o farei prosperar e farei os seus descendentes tão numerosos como a areia do mar, que não se pode contar’ ” (V.12).

Deus, por sua vez, escutou a oração de Jacó e colocou em prática sua graça, ao quebrantar o coração de Esaú. “… Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram” (Gênesis 33:4).

Aprendamos com Jacó a levar a Deus as nossas necessidades. Seu modelo de oração é perfeito. Acrescentemos, contudo, o nome de Cristo Jesus. Pecadores, não temos méritos, mas ele, sim.

Modificado em 18/01/2026 07:39

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