“Não me envergonho do evangelho…” – Romanos 1:16 (NVI).
O apóstolo eternizou a frase entre aspas, desejando levar a Palavra de Deus a uma Roma imperiosa. Pregar Jesus Cristo como salvador – o mesmo que havia sido crucificado -, entretanto, afrontava a vaidade intelectual romana. Paulo, contudo, não se curvou. Sua Carta aos Romanos está viva; seus opositores não.
Como observa o teólogo João Calvino, o apóstolo evidencia “que não se deixava intimidar pelos escárnios dos ímpios… insinua que o evangelho era, de fato, desprezível aos olhos do mundo”.
Anos e anos se passaram, mas o desprezo não. Aqueles que abraçam a missão de propagar a boa-nova, nos dias atuais, também não têm a atenção da maioria. Até são alvos de chacotas. Vocábulos como fanático, chato, alienado… são setas injustas na direção de quem prega o evangelho verdadeiro.
Ao usar o adjetivo verdadeiro, aliás, o faço de forma proposital. Almejo chamar a atenção do leitor para o fato de que há um “evangelho” falso; e este é aceito por não ter Deus e sua glória no centro, mas o homem e seus desejos materiais. Deste “evangelho”, certamente, Paulo teria vergonha, se fosse obrigado a pregá-lo.
O evangelho verdadeiro não passa pano; ao contrário tira da zona de conforto. Diz ao pecador qual o seu problema e o chama ao arrependimento; sem o qual o inferno será sua morada eterna. São palavras duras, mas necessárias.
O evangelho é o poder de Deus, observa Paulo, para salvação de todo aquele que crê. Sendo assim, não surpreende que aqueles que estão mortos em seus pecados mitiguem o valor incalculável do evangelho e foquem desejos carnais. Mortos não discernem a verdade, por mais exposta que esteja. Só a ação do Espírito Santo pode regenerar o coração entregue ao pecado; e isso é feito através da pregação do evangelho. Do verdadeiro evangelho.
Modificado em 04/01/2026 06:51