“… Neste mundo vocês terão aflições… ” – João 16: 33 (NVI).
A advertência do mestre Jesus Cristo não é dirigida apenas aos apóstolos. Todo aquele que quer ser um verdadeiro cristão precisa, necessariamente, ter isso como mais uma verdade bíblica.
Não pretendo ajuizar que devemos, então, gostar do sofrimento. Há um oceano de distância entre gostar de algo e entender algo como inevitável. Jesus ensina a entendermos da segunda forma; não exorta termos prazer.
O que Jesus quer dizer é que as pedras no caminho fazem parte dos planos de Deus. As barreiras emergem na vida do ímpio e do piedoso.
Dona Fátima, minha saudosa mãe, costumava comentar essa passagem com a seguinte frase: “Jesus carregou a sua cruz e devemos carregar a nossa também”.
Quanto mais eu leio a Bíblia mais vejo sentido nesta frase.
Ousaria, contudo, acrescer palavras: Jesus carregou o peso dos nossos pecados sozinho, mas nós temos a sua ajuda na condução da nossa cruz. Aliás, sem fé em Deus, jamais conseguiremos cumprir bem a nossa missão neste mundo.
Vejo também que o grande problema repousa no açodamento. Quando não se tem a paz que só Jesus assegura, há uma dose de impaciência nociva frente aos problemas. Tudo tem que ser solucionado para ontem.
Consciente ou não, tem-se a pretensão de tentar assumir um papel que é – e sempre será – de Deus, que, obviamente, tem o seu plano e seu tempo, que envolve a eternidade.
E se Jesus fecha a passagem exortando a termos bom ânimo, pois ele venceu o mundo (V. 33b), independente das circunstâncias, o cristão precisa ter fé, e esperar confiante e em paz a sua volta.
“… aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e, e não se cansam” (Isaías 40:31).
Modificado em 23/11/2025 08:45