“… assim diz o Senhor: ‘Castigarei Semaías, de Neelam, e os seus descendentes. Não lhe restará ninguém entre este povo, e ele não verá as coisas boas que vou fazer em favor de meu povo’, declara o Senhor, ‘porque ele pregou rebelião contra o senhor'” – Jeremias 29:32 (NVI).
Semaías, sem ser enviado por Deus, é flagrado ventilando mentiras e acaba exposto como um falso profeta. Pagou caro. Deus entrou em ação por não tolerar rebeldia.
Infelizmente, o caso de Semaías não serviu pedagogicamente para uma conversão coletiva; o mundo atual abriga inúmeros rebeldes que dão de ombros à Palavra de Deus e vivem conforme suas falsas convicções.
Gosto da abordagem do teólogo Paul Tripp ao tema. Segundo ele, gerada pelo pecado, a rebeldia é a tendência inata de ceder às mentiras da independência, autossuficiência e egoísmo. “Isso resulta em violação habitual dos limites dados por Deus”, salienta.
O resultado – e podemos atestar facilmente num mundo secular – é um ego inflado, soberba, orgulho, a ilusão de que se pode viver bem sem a Palavra de Deus; e, até mesmo, sem o próprio Deus.
A idolatria, inclusive a si mesmo, e a preocupação única com o prazer – ainda que fugaz – oferecido pelo mundo formam a rotina pecaminosa que asfixia quaisquer chances de se investir tempo na busca da comunhão com Deus.
Oração, Bíblia, mediação, jejum… toda ação espiritual que aproxima de Deus é posta em segundo plano – ou mesmo completamente descartada. Não há temor e obediência ao Senhor. Tampouco gratidão pela graça divina.
Entretanto, assim como Semaías, nenhum rebelde ficará impune. O juízo final será uma resposta apropriada de Deus à prática do pecado. Ali, os rebeldes encontrarão um Deus irado, e pronto para castigar aqueles que optaram por negligenciar Seu plano redentor; Seu amor incondicional (João 3: 16).
Modificado em 26/10/2025 07:54