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“Odeias todos os que praticam o mal”

Por Joedson Telles

“Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; contigo o mal não pode habitar” – Salmos 5:4 (NVI). 

O salmista registra este juízo, após fazer um clamor a Deus, introduzindo um pedido de socorro; um livramento da cólera de adversários.

Estamos diante de um dos textos mais óbvios das Escrituras. Se a Bíblia tem passagens que não são compreendidas por todos, por exigirem uma boa base teológica, não é o caso de Salmos 5:4. Esta clareza repousa, sobretudo, na santidade de Deus.

Ninguém pode alegar desconhecimento da santidade de Deus; e na santidade não existe o mal. Não deve surpreender, portanto, quando lemos na sequência que “os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal”.

O verbo odiar soa forte. Mas que sentimento pode nutrir um Deus santo e justo frente aos que se afastam dele, não reconhecem  a sua glória e vivem pecando sem arrependimento?

Descartemos de pronto a teologia contrária; os falsos pregadores que passam pano em quem pratica o mal.

O teólogo americano C. Hassell Bullock, ao comentar o assunto, observa que “pensadores ocidentais conseguem separar a pessoa dos seus atos, e a psicologia moderna oferece grande auxílio neste sentido. No antigo Israel, porém, a pessoa que praticava o mal era má”.

Com Deus não há “o jeitinho brasileiro”. Ninguém que pratica a maldade escapará da condenação, no esperado dia do juízo final. Até lá, todavia, há tempo para o arrependimento e o compromisso de lutar contra o pecado com o auxilio do Espírito Santo.

 

Modificado em 19/10/2025 07:35

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