“Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; contigo o mal não pode habitar” – Salmos 5:4 (NVI).
O salmista registra este juízo, após fazer um clamor a Deus, introduzindo um pedido de socorro; um livramento da cólera de adversários.
Estamos diante de um dos textos mais óbvios das Escrituras. Se a Bíblia tem passagens que não são compreendidas por todos, por exigirem uma boa base teológica, não é o caso de Salmos 5:4. Esta clareza repousa, sobretudo, na santidade de Deus.
Ninguém pode alegar desconhecimento da santidade de Deus; e na santidade não existe o mal. Não deve surpreender, portanto, quando lemos na sequência que “os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal”.
O verbo odiar soa forte. Mas que sentimento pode nutrir um Deus santo e justo frente aos que se afastam dele, não reconhecem a sua glória e vivem pecando sem arrependimento?
Descartemos de pronto a teologia contrária; os falsos pregadores que passam pano em quem pratica o mal.
O teólogo americano C. Hassell Bullock, ao comentar o assunto, observa que “pensadores ocidentais conseguem separar a pessoa dos seus atos, e a psicologia moderna oferece grande auxílio neste sentido. No antigo Israel, porém, a pessoa que praticava o mal era má”.
Com Deus não há “o jeitinho brasileiro”. Ninguém que pratica a maldade escapará da condenação, no esperado dia do juízo final. Até lá, todavia, há tempo para o arrependimento e o compromisso de lutar contra o pecado com o auxilio do Espírito Santo.
Modificado em 19/10/2025 07:35