“… Seu cavaleiro chamava-se Morte…” – Apocalipse 6:8 (NVI).
Felizes são aqueles que escapam da anestesia aplicada pelo secularismo e refletem sobre a morte – a única experiência cuja regra não permite a exceção: todos, inevitavelmente, voltaremos ao pó (Eclesiastes 3: 20); é “o salário do pecado”, como resumiu o apóstolo Paulo (Romanos 6: 23).
Se a morte é uma certeza, vacilam aqueles que não se permitem sequer pensar no assunto. Dão de ombros, mas, ao primeiro sinal da intrometida, geralmente, o terror toma conta. O pânico é a resposta óbvia. É o momento em que se percebe que, independente do que se amealhou em termos materiais e/ou da alta posição social conseguida, caminha-se na mesma estrada trilhada por um mendigo desconhecido rumo ao final da jornada. A morte não é preconceituosa.
Precisamos dar ao assunto a devida importância. Perguntas como, por exemplo, o que acontece após a morte devem inquietar a raça humana. Ou pelo menos deveriam. Não pensar nisso jamais será a melhor escolha.
Tomar emprestada a cultura cristã e encarrar o tema morte dentro desta cosmovisão remete à Bíblia. Nas suas páginas, aprendemos que a morte – ou a primeira morte – não é o fim. Cristo Jesus morreu e na sua ressureição matou a segunda morte. Aquele que crer nesta obra salvífica também será ressuscitado para a vida eterna. O pânico diante da morte, portanto, só deve existir dentro de quem não tem a Bíblia como regra de vida.
“Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros” (Apocalipse 20:12).
Isso, evidentemente, não quer dizer que o crente, então, deve soltar fogos, ao primeiro sinal da proximidade da morte. Criamos laços neste mundo, existem pessoas que amamos, pessoas que nos amam e coisas lícitas que fazemos com prazer que justificam o apego. Essas rupturas são doloridas.
Entretanto, a tristeza de deixar tudo isso é mitigada pela felicidade de ser recebido no céu pelo nosso redentor, Cristo Jesus. “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mateus 25: 34).
Aliás, uma nova vida totalmente oposta ao destino eterno daqueles que rejeitam a pedagogia das Escrituras, antes da primeira morte. “Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte” (Apocalipse 21:8).
Modificado em 05/10/2025 09:35