“… Está consumado! Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito” – João 19:30 (NVI).
Na cruz, Cristo Jesus, claramente, se referiu à salvação dos eleitos: um plano de Deus Pai, executado pelo Deus Filho e aplicado no coração humano pelo Deus Espírito Santo.
Em grego, a língua do Novo Testamento, “está consumado” é o mesmo que “concluir”. Ou seja, Jesus concluiu a obra salvífica. Permitiu que o seu sangue inocente fosse derramado para salvar do inferno pecadores arrependidos.
Não tem, portanto, a necessidade da ação humana para o êxito da missão de Cristo Jesus. É barata e falida a teologia que alimenta a ideia de o homem alcançar a salvação por boas ações.
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” – Efésios 2:1 (ARA). Quem está morto nada pode fazer…
A lei espelha a incapacidade humana de cumpri-la. Ninguém consegue viver sem pecar; e o nível de exigência de Deus para a salvação é a perfeição.
Ciente disso – e sendo misericordioso -, Deus enviou Jesus Cristo ao mundo como cordeiro para ser morto sem ter pecado, mas tomando sobre si o pecado de todo aquele que o reconhece como salvador – e passa a viver o seu senhorio. Sua morte foi substitutiva. Deus planejou a redenção antes da fundação do mundo para a Sua glória.
“Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês” – 1 Pedro 1:18-20 (NVI).
Não temos mais dívida. Glória a Deus. Cristo quitou tudo e nos justificou. Os pecados estão cancelados. Estamos reconciliados com Deus. Mais que isso, passamos de criaturas para a condição de filhos adotivos de Deus. Somos herdeiros. O céu é o desfecho.
Tudo pela fé; nada por obras. O Espírito Santo trabalha no coração do pecador – e este, arrependido, passa a crer em Jesus como seu salvador. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).
Entretanto, a graça salvífica de um Deus amoroso não significa que devemos viver sem tentar evitar novos pecados; negligenciando a lei. Deus quer que tentemos exercitar boas obras que não salvam, mas são sinais visíveis nos Seus eleitos. Como sustentam vários teólogos à luz das Escrituras, não somos salvos pelas boas obras, mas para praticar as boas obras.
“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (v.10).
Modificado em 20/07/2025 08:19